Cuidados especiais com a Pele Étnica

 

A pele étnica constitui a maior porcentagem da população brasileira e exige cuidados especiais devido às suas características específicas. Procure seu dermatologista para receber avaliação e tratamentos adequados à sua pele. Conheça abaixo algumas dessas particularidades.

De acordo com os dados do IBGE, a população brasileira se divide em brancos, negros, pardos, amarelos e indígenas.

 

Independente de qualquer classificação, todas as cores de pele tem a mesma quantidade de células formadoras de pigmento (melanócitos), porém em peles mais escuras a capacidade funcional dos melanócitos é diferente, exibindo uma maior produtividade. Assim, a pele étnica exibe características especiais que merecem ser reconhecidas pelos dermatologistas, para otimizar os tratamentos de pele.

 

Os melanócitos produzem a melanina, uma proteína que funciona como um filtro solar natural protegendo a pele dos raios de sol. Por esta razão, usualmente os negros tem menos chance de desenvolver câncer de pele e também menor grau de envelhecimento.

 

Por outro lado, a produção de melanina tende a ser maior nas situações de agressão à pele, como espinhas, depilação, queimaduras, peelings ou cirurgias. Assim, a pele étnica possui maior tendência a apresentar manchas, dificultando seu manejo. Isto é especialmente importante em países tropicais, como o Brasil, porque o sol sempre funciona como um estímulo para maior pigmentação e peles traumatizadas tem mais chance de sofrerem com manchas.

 

Outras queixas comuns que são fisiológicas da pele negra incluem:  

Hiperpigmentação da mucosa oral 

ocorre nas gengivas e menos frequentemente, na mucosa bucal, no palato e língua. O grau de pigmentação da mucosa não se correlaciona com o da pele. O dermatologista deve diferenciar de pigmentações causadas por medicações ou doenças.

Mancha mongólica

Ocorre entre 40-90% dos recém-nascidos negros. Ela exibe cor azul-acinzentada, geralmente é única e localiza-se na região lombossacral. É uma mancha benigna, que se deve à presença de melanócitos na derme. Costuma desaparecer em torno dos sete anos de idade e raramente persiste na adolescência. 

Melanoníquia ungueal longitudinal 

São linhas escuras longitudinais que acometem as unhas, e ocorrem em cerca de 50% dos indivíduos negros. Às vezes, pode-se observar pigmentação difusa. São motivos de muita preocupação e devem ser diferenciadas de pigmentações causadas por micose, uso de medicações, doenças sistêmicas, nevos melanocíticos e até melanoma.

Abaixo algumas particularidades da pele étnica:

 

 

Acne 

Sua incidência e gravidade costumam ser um pouco menores do que a observada na pele branca. Porém, mesmo as lesões sem inflamação clínica, como os cravos, têm alto grau de inflamação e tendem a deixar intensa hiperpigmentação pós-inflamatória (manchas escuras). É comum a occorência de cicatrizes queloideanas como seqüelas.

Melasma

É mais freqüente na pele étnica. Trata-se de mancha castanha-clara a escura que aparece no rosto, sem causa aparente, geralmente associada a gravidez, uso de pílula anticoncepcional e sol. É causa de muita insatisfação entre as mulheres, porém nos dias atuais já temos diferentes opções de tratamentos.

Dermatose Papulosa Nigra

Trata-se de diminutas pápulas (pequenos sinais) castanho-escuras que surgem na face, pescoço e tronco. Geralmente se inicia na adolescência e acomete entre 35-77% dos negros, sendo que em 50% têm história familiar. Acomete mais as mulheres, com pico na sexta década da vida. As opções terapêuticas são a eletrocoagulação, laser, cáusticos, excisão cirúrgica e crioterapia.

Quelóide

É um tipo de cicatrização excessiva que ocorre de 3-18 vezes mais na pele negra.

Manifesta-se por nódulo firme, às vezes com coceira associada, causando dano estético. Os locais de predileção incluem o tórax, os lóbulos das orelhas e os ombros. Tratamentos incluem crioterapia, injeção intralesional de corticosteróides, irradiação após excisão cirúrgica, placas ou o gel de silicone, laser, entre outros.

Pseudofoliculite da barba

É uma queixa muito comum entre os homens negros, ocorrendo em 45-83%, sobretudo nos homens entre 14 e 25 anos.

Consiste em uma inflamação causada pela estrutura do pêlo e pela direção de seu crescimento, que curva para baixo e penetra na pele, causando irritação. Acomete a face e o pescoço,  formação pequenas pápulas e pus nos folículos de pelo. O tratamento é complexo, podendo ser utilizado laser para depilação. Sua prevenção consiste em interromper a prática de se barbear com lâminas manuais, ou então utilizar barbeador elétrico ou cremes depilatórios.

Alopecia de tração

É um tipo especial de queda de cabelo que ocorre geralmente em mulheres negras, na porção anterior e lateral dos cabelos. Relaciona-se à tensão prolongada (hábito de prender o cabelo com muita força) e à escassez de fibras elásticas que ancoram os folículos pilosos na derme. Se não tratada a tempo, pode produzir rarefação irreversível.

Melanoma

Representa de 1-8% do total dos cânceres cutâneos na população negra. Costuma ser menos pigmentado e geralmente localizado em mucosa ou acral (nas palmas, nas plantas e no leito subungueal), dificultando o diagnóstico. As causas possíveis para o prognóstico pior nessa população incluem a demora no diagnóstico, a presença freqüente de lesões primárias já mais espessas e os tumores intrinsecamente mais agressivos.

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